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Encontro Pedras Negras

A MiratecArts re-agendou o VI Encontro Pedras Negras para Maio 28-30 de 2021 - é o evento de arranque da edição #9 do festival internacional de artes Azores Fringe.
O Encontro Pedras Negras é uma oportunidade anual para escritores e individualidades das letras, se encontrarem, discutirem assuntos de interesse, partilharem os seus trabalhos e conhecerem outras pessoas, com os mesmos interesses. Através de workshops, conferência, painéis e partilhas de leituras e momentos de escrita na natureza, este fim-de-semana de desenvolvimento e inspiração é aberto a qualquer indivíduo que tenha interesse na escrita. Desde professores a autores ou participantes em jornais e revistas como cronista, jornalista ou bloggista. Não esperes por convite, são todos e todas bem vind@s. Se tens disponibilidade e interesse no convívio e partilha este evento é para ti.

Interessados e interessadas devem preencher o documento "ficha de inscrição" na sua totalidade e mandar até 1 de março para que conseguimos organizar logística e, claro, teu nome entrar na revista programa do evento.
Inscrição e pagamento de 25€ à MiratecArts é obrigatório para participação; pagamento (pode ser no evento) inclui o programa e uma t-shirt do Fringe (não inclui alojamento e viagens - apoios são raros e nem chega para participantes regionais). azoresfringe@gmail.com ou info@mirateca.com

 

PORQUE PARTICIPAR?

Além de ser um fim-de-semana inesquecível, esta é uma oportunidade de mostrar seus trabalhos a uma nova audiência, conhecer outros escritores e mais uma desculpa para visitar a ilha montanha, o Pico, nos Açores. INSCREVA-SE completando a FICHA DE INSCRIÇÃO.
 

notas de participantes:

 
"Na Ilha das Cascatas: Vamos ao Fringe!

Tive este ano o privilégio de viver o Azores Fringe Festival, um festival artístico liderado pelo nosso conhecido Terry Costa da MiratecArts. Na sua quarta edição, o Fringe é o que promete: uma explosão artística dos Açores para o mundo. Este ano, por primeira vez, abrange todas as ilhas dos Açores com centenas de artistas de diversos países, e uma série impressionante de eventos a decorrer desde fins de Maio até 30 de Junho. Por primeira vez me desloquei de Toronto até à ilha das Flores, local do Encontro de Escritores Pedras Negras que decorreu de 27 a 30 de Maio. Parti de Toronto na sexta à noite e cheguei à ilha das Flores quase ao meio-dia do dia seguinte num dia de chuva e de nevoeiro.

No aeroporto esperava-me um grupo eclético de gente interessante. À exceção do Terry, os restantes eram-me desconhecidos. Enquanto lá fora chovia a cântaros, o ambiente naquela salinha no segundo andar do aeroporto das Flores, era um de convívio, em que a Gabriela Silva discursava sobre os escritores florentinos. Confesso que em meros minutos me senti "em casa," acolhida por aqueles escritores, interessantes e interessados em partilhar ideias, dialogar com e sobre a escrita, com e sobre aquela natureza viva. E ainda por cima, estávamos na ponta mais ocidental da Europa! Estávamos naquela ilha diferente, aquela que agora habita na minha imaginação como a ilha das cascatas. Foram três dias intensos, de atividades viradas para a escrita, de interação, de aprendizagem e, sobretudo de convívio amigável e produtivo. E eu fui aprendendo com eles, sobre eles, de onde vinham, para onde iam, sobre o que escreviam e porquê. Saímos da ilha como tínhamos chegado: num dia de chuva. Mas, saímos diferentes; os açorianos sentindo ainda mais a sua açorianidade. Os outros, talvez com os sentimentos à flor da pele, sensibilizados por aquela ilha desconhecida, a verdadeira autora do que tanto escrevemos nesse fim de semana.

Depois estive com o Terry no Faial e no Pico, participando e aprendendo em outras atividades do Fringe. Viaja comigo de regresso a Toronto a camiseta do Fringe, verde de letras amarelas: AZORES FRINGE FESTIVAL. É uma camiseta especial que cheira a ilha e a mar, que me faz lembrar do sorriso do Terry, que me faz pensar na sua energia, na sua capacidade dinâmica em conseguir mobilizar toda esta gente diferente e interessante que animam os Açores neste mês de Junho. O que esperam? Vamos ao Fringe!"
- Maria João Dodman, PhD, York University, Toronto, Canada
publicado no Milénio Stadium - Toronto, 17 de junho 2016

 
"Participar no Fringe é renovar a alma, dilatar o espírito, alargar horizontes! No fundo do meu ser, acredito que somos afortunados por termos podido partilhar os momentos mágicos que o festival nos proporcionou e que a ilha colocou à nossa disposição. Encetamos partilhas, vivenciamos experiências únicas; encetamos trocas de sorrisos e de abraços genuínos, vivenciamos letras, palavras e paixões. Ser Fringe é, também, isto: deixar-se contagiar pela presença dos outros. Obrigado grupo! Fomos ao Fringe. Somos Fringe. Vamos ao Fringe."
- Pedro Paulo Camara, Ginetes, São Miguel 2016


Fringe: uma especial forma de Ser (2018)
 
"Como ser errante, filho inquieto do mundo, em busca da pedra angular que me trace o caminho, o II Encontro de Escritores Pedras Negras - Azores Fringe 2016, que tem como seu artificie, Terry Costa, foi para mim redentor, catártico, uma pulsão dos sentidos. Com um forte estímulo à criação, ao conhecimento e à aprendizagem, este encontro despertou em mim sentimentos como o de espanto, assombro, inocência e deslumbramento.

Fez-me descobrir uma casa, uma misteriosa ilha, embrenhada de terra, de condição humana, de fraternidade, onde a força vulcânica e o viço cósmico dos seus habitantes, me transfigurou. Não será esse o objectivo do Poeta?

Sendo ele a pedra, frágil e potente forma de pensar a vida, vindo do frenesim convulso das cidades, não terá ele próprio que afundar-se no espírito das coisas e passar a ser consciência de tudo?

Confesso que o Azores Fringe 2016 deixou-me uma profunda marca no meu estado de viver e que, muito secretamente, me faz formular a inquieta pergunta: terei ficado eu indelevelmente marcado pela sedutora e misteriosa lira da insularidade?"
- Tiago Alves da Costa, Corunha-Galiza

 
E, fazendo, vamos. Entre um ano passado e um ano presente sente-se o crescendo do trabalho, o brotar de experiências, um aumento de esperanças. Tudo se resume ao simples instante onde se envia um querer e um espelho se nos mostra. Começa-se a fazer parte de um mundo desejado. Um mundo que aspiramos ser inteiro. Um mundo sem um nome, sem uma cor, sem um tom nem uma imagem. Um mundo onde tudo é um completo tear, tão completo que não tem precisa de rótulo: é-o! E, fazendo, vamos. Uma ação aqui. Uma pessoa acolá. Uma manhã, tarde e noite. Uma madrugada. Todos os espaços entram na sintonia de um único acorde de vontades. Uma sinestesia de vida. Uma dança de sentimentos. Uma curta de vibrações. Uma risada de criança. Um acorde de olhares. Uma mão amiga. Um apoio constante. Uma base sem medida. No final, não existe tempo controlado, não existe a real sujeição ao já. "E, fazendo, vamos.
Senta-se à beira mar, em todo o mar que a vista alcança, e soletra-se a voz do pensamento. Expira-se a emoção da ocasião nos imaginários tremores do mais querer. E, num abraço ao sol, num alçar de pernas, numa subida pelos terrenos serpenteados, corrige-se a ansiedade intrínseca e sente-se a presença de existir.
E, fazendo, vamos.
Num só dia. Numa só semana. Numa só altura. E sem dias, nem semanas, nem alturas a existirem, cumpre-se o calor humano de levar os sonhos nossos às realidades dos outros.
E, fazendo, vamos ao Fringe!
- Carolina Cordeiro, publicado em 2015 no zine Fazendo

Vamos ao Fringe e vamos às Flores!
por Diana Zymbron, Maio 2019

Vamos? Ora aí estão duas coisas que nunca imaginei fazer. O mundo pensa que o papel de um escritor é solitário, imagina-se um erudito anti-social, contemplativo, eremita, enfiado nas suas teclas, nos seus papéis. Por vezes, poder-se-á imaginar um bloqueio criativo e uma escapadela para algum lugar bucólico. Ou, por outro lado, visualiza-se um orador carismático, extrovertido, dando palestras motivacionais, toneladas de autógrafos. Sorriso fácil e aberto.
No ano passado, com mais curiosidade do que confiança, resolvi intrometer o meu nariz nesse grupo Fringe e, mais em particular, no encontro Pedras Negras. É um momento de expansão imensa, digo-vos eu. Não de passeios turísticos desinteressados, sem foco, mas de conhecimento do meio envolvente em contexto, de arte, de criatividade, de cultura, de preservação. Não de galhofa, comida e bebida, mas de partilha, aprendizagem e ensinamento, carinho. De inspiração e de criação. Aqui nascem novos projetos, parcerias enriquecedoras, relações inesperadas e maravilhosas.
De tal maneira que quando me acenaram com Pedras Negras nas Flores eu não pensei sequer na hipótese de não ir. Voltei a estar com essa gente franca, preocupada com o Mundo e interessada em passar a mensagem de uma ou outra forma.
Quero-vos falar de liberdade. De sermos livres até de nós mesmos. De sermos capazes de ultrapassar essa falta de vontade de ir aqui e ali, fisicamente e não só, apenas porque os traços da nossa personalidade nos dizem que não é para nós. De sabermos o que somos e mesmo assim podermos romper com essas amarras. Tímidos? Pouco confiantes? Extravagantes? Distraídos?
O nosso comandante lança-nos desafios e nós fazemos o melhor para estar à altura. Mais tarde, com um imenso respeito, pergunta-nos se foi difícil, se vale a pena. E, com mais ou menos palavras, por estas ou por outras, todos nós lhe respondemos com o lema dele: juntos fazemos mais. Reconhecimento seja feito ao comandante pela paciência e enorme vontade de desassossegar esta gente. A propósito, a resposta a todas as outras perguntas que aqui levanto é sempre a mesma, sejamos como formos, juntos fazemos sempre mais e melhor.
Tenho de dizer que adorei estes dias. A ilha verde que nos repelia com o seu clima opressivo ficará sempre na minha mente. A ilha onde o cabelo fica encaracolado. Açores. Ser daqui. Literatura açoriana. Como não conhecem? Como não?
Por fim, e como já me sabem, como já me leram embora ainda não me tenham lido, deixo-vos a circular interna: até o próximo ano, ficam memórias de sereias leitoras, todas vestidas de um azul imaginário; ficam na memória aqueles veículos igualmente azuis, uns mais cheirosos que outros e uns com mais travões também, em que partilhámos tanto; fica a concorrência na praia; fica a imagem pura da indignação perante o vulcão Carolina e mais tarde nova erupção durante o jantar mais longínquo de sempre, em que a Sandra nos presenteou com um pouco de cultura da pintarola e o Diniz fez o bacalhau dar à luz.
Ficam textos maravilhosos e histórias incríveis. E batêmo-las, batêmo-las por todo o lado. As fotos, as selfies, claro. Para recordar até lá, pois para o ano faremos mais.

JUNO E A ILHA PARAÍSO por Almeida Maia

Estalaram aplausos dentro do avião, felizes por terem tocado o solo contra a brisa generosa de Santa Cruz, muitos no alívio de terem chegado a casa. Também eu senti que chegava a casa e que receberia o calor da ilha-Paraíso.

Apresentaram-me talentos oferecendo abraços sorridentes e partilha de saberes, e eu logo soube que se tornariam grandes amigos em pouco tempo. Partimos à descoberta, rumo ao éden dos criadores, rumo à ilha das Flores. Fomos subir os montes, respirar lagoas, trespassar o nevoeiro, contemplar baías, sentir o fluir das cascatas, reviver lendas centenárias. Visitámos os lugares das pessoas e as pessoas dos lugares, aprendendo-lhes as artes, entendendo aqueles ofícios, provando as iguarias, ouvindo canções e devolvendo os seus risos, dando e recebendo, ensinando e aprendendo.

Foi naquele cenário que decorreu a apresentação de “A Viagem de Juno”, a par com o lançamento de “inPico”, de José Efe e Judy Rodrigues, e a tripla inauguração das exposições de Pieter Adriaans, Martine de Baecque e Martim Cymbron. No auditório do elegante Museu das Lajes das Flores, Gabriela Silva honrou o momento e fê-lo com maestria, complementando-se com uma apaixonada leitura de excertos por Terry Costa, Carolina Cordeiro, Diana Silva, Sandra Gajjar, Susana Júdice e Elaine Ávila. E estalaram os aplausos florentinos para seguidamente devorarem os livros e as histórias.

Apresentação de “A Viagem de Juno” nas Lajes das Flores Durante um mágico fim de semana, este V Encontro de Escritores Pedras Negras permitiu-nos testemunhar vivências e emoções da ilha de Pedro da Silveira, conhecer novas pessoas e reorquestrar a nossa própria essência como artistas. Todos os dias nos reinventamos, mas nestes dias especialmente: amadurecemos e alinhamo-nos, numa ascendente espiral de consciência, num alvoroço de alegria. Assim é o Azores Fringe, o festival que une as artes do mundo aos artistas dos Açores.
publicado no blog a 28 de maio 2019

 

"Está a ser muito difícil voltar à banalidade da "vida real". Durante os quatro dias que estive no Encontro senti-me noutro mundo. Um mundo feliz onde pude ser eu própria, sem filtros, sem rótulos, repleto de gargalhadas, lágrimas, emoções, abraços, beijinhos e principalmente de partilhas e energia positiva. Nunca pensei encontrar um grupo de pessoas tão distintas e ao mesmo tempo tão maravilhosas e que me receberam de braços abertos e me fizeram sentir especial. Agradeço-vos do fundo do coração por tudo. Foi mágico!"
- Carla Lima, São Miguel

notas de participantes

"Somos o resultado das nossas escolhas, dos nossos encontros e das pessoas que vamos conhecendo ao longo da vida. O Fringe tem tido o mérito de unir por laços de afeto pessoas com estilos muito diferentes que deixam uma pegada de qualidade por onde passam. Desta vez, nas Flores, ficou tatuada uma nova esperança graças à forma como fizemos os "nós" da nossa relação com as palavras, a natureza e o tempo. Obrigada a todos."
- Gabriela Silva, Junho 2016, Fazenda-Flores
"Queria abraçar o tempo e apertá-lo junto ao peito, por onde ele não se me escorresse e onde o fosse perdendo, instante a instante. queria tê-lo comigo era pele extra do meu ser; era mais sangue e força do meu ventre; era mais ossos e fibras da minha existência. tê-lo comigo era dizer-vos, estamos ainda cá - lá. queria abraçar o tempo e fazê-lo meu parceiro nas viagens da inquieta neblina verdejante e nas sombras das vossas palavras. queria abraçar o tempo, preservá-lo na redoma do nosso respirar e mantê-lo a flutuar até à nossa indefinida eternidade. queria. quero. faço-o quando revejo as nossas trocas no sonho da minha realizada mente. queria. quero e tenho-o. queria, e quero mais. à nossa, meus companheiros de alma e de palavras sentidas. à nossa, meus caros irmãos nas idas flores das outras pedras negras. até breve, minhas inigualáveis de sentir. o encontro aproxima-se. pouco a pouco, a distância do nosso tempo encurtar-se. o nosso reencontro está mais perto do que ontem. o nosso reencontro está marcado!"
- Carolina Cordeiro, São Miguel
"Caros amigos,

Nesta sessão da Assembleia Municipal da Madalena vou falar do Azores Fringe Festival.

Nos últimos quatro anos tem ocupado este festival um lugar muito especial no panorama cultural açoriano, cuja realização atribui ao Concelho da Madalena, ao nosso concelho, um papel de relevância e de centralidade.

A MiratecArts e de modo entusiasmado o seu Diretor Artístico, Terry Costa, tem conseguido movimentar os artistas e todos aqueles que nutrem pela arte um carinho que se reflete numa quantidade enorme de exposições como aquelas que estão patentes nos corredores dos Paços do Concelho da Madalena, no cinema, na literatura, na dança, no teatro, na música, na pintura, no artesanato, na fotografia, em tantas artes, palestras e conversas que nos fazem por a nossa terra nas bocas e no coração do mundo.

É bom viver este Festival Azores Fringe!

Os murais, as pinturas e os sorrisos de pedra são roteiros obrigatórios da nossa terra...

Quando sabemos que a parceria que o Município partilha neste evento tem certamente um custo, mas traz à nossa terra, um benefício incomensurável que se projecta na divulgação daquilo que é nosso, a arte das gentes que aqui vivem e das gentes que nos procuram, na propaganda do acolhimento que sabemos dar a quem nos visita, no encanto e nas maravilhas naturais e construídas que mostramos do concelho, da Ilha, dos Açores.

Nestes tempos o concelho da Madalena assume-se como a capital cultural da Região, promovendo a arte, levando e trazendo às Pedras Negras, fazendo encontro a partir daqui para todo o mundo, envolvendo todas as ilhas e, se calhar, todos os outros concelhos dos Açores, alguns Departamentos Governamentais e muitas, mesmo muitas parcerias.

É bom ter este conceito de valorização daquilo que nos pertence!

Por isso lanço aqui um desafio, o de participarmos, o de assistirmos e, sobretudo, o de vivermos este Azores Fringe Festival.

Eu farei por isso!"

- José Carlos Costa, 3 de junho 2016, Madalena-Pico

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