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Encontro Pedras Negras

MiratecArts apresenta a terceira edição do Encontro Pedras Negras de 26 a 28 de maio, 2017, na ilha do Pico - é o evento de arranque da quinta edição do festival internacional de artes Azores Fringe.
O Encontro Pedras Negras é uma oportunidade anual para escritores e individualidades das letras, se encontrarem, discutirem assuntos de interesse, partilharem os seus trabalhos e conhecerem outras pessoas, com os mesmos interesses. Através de workshops, palestras, painéis e partilhas de leituras na natureza, este fim-de-semana de desenvolvimento e inspiração é aberto a qualquer açoriano que tenha publicado um livro, ou que participe com jornais e revistas como cronista ou jornalista. Não há convidados, são todos abraçados logo que tenham a disponibilidade e interesse no convívio e partilha. Não-açorianos também são bem vindos, e avançamos já participação canadiana.
Interessados devem preencher o documento na sua totalidade e mandar até 12 de abril para que o nome consiga entrar na revista programa do evento. azoresfringe@gmail.com
 

PORQUE PARTICIPAR?

Além de ser um fim-de-semana inesquecível, esta é uma oportunidade de mostrar seus trabalhos a uma nova audiência, conhecer outros escritores e mais uma desculpa para visitar o ponto mais alto de Portugal. INSCREVA-SE completando o documento que pode descarregar aqui:
 

notas de participantes:

 
"Na Ilha das Cascatas: Vamos ao Fringe!

Tive este ano o privilégio de viver o Azores Fringe Festival, um festival artístico liderado pelo nosso conhecido Terry Costa da MiratecArts. Na sua quarta edição, o Fringe é o que promete: uma explosão artística dos Açores para o mundo. Este ano, por primeira vez, abrange todas as ilhas dos Açores com centenas de artistas de diversos países, e uma série impressionante de eventos a decorrer desde fins de Maio até 30 de Junho. Por primeira vez me desloquei de Toronto até à ilha das Flores, local do Encontro de Escritores Pedras Negras que decorreu de 27 a 30 de Maio. Parti de Toronto na sexta à noite e cheguei à ilha das Flores quase ao meio-dia do dia seguinte num dia de chuva e de nevoeiro.

No aeroporto esperava-me um grupo eclético de gente interessante. À exceção do Terry, os restantes eram-me desconhecidos. Enquanto lá fora chovia a cântaros, o ambiente naquela salinha no segundo andar do aeroporto das Flores, era um de convívio, em que a Gabriela Silva discursava sobre os escritores florentinos. Confesso que em meros minutos me senti "em casa," acolhida por aqueles escritores, interessantes e interessados em partilhar ideias, dialogar com e sobre a escrita, com e sobre aquela natureza viva. E ainda por cima, estávamos na ponta mais ocidental da Europa! Estávamos naquela ilha diferente, aquela que agora habita na minha imaginação como a ilha das cascatas. Foram três dias intensos, de atividades viradas para a escrita, de interação, de aprendizagem e, sobretudo de convívio amigável e produtivo. E eu fui aprendendo com eles, sobre eles, de onde vinham, para onde iam, sobre o que escreviam e porquê. Saímos da ilha como tínhamos chegado: num dia de chuva. Mas, saímos diferentes; os açorianos sentindo ainda mais a sua açorianidade. Os outros, talvez com os sentimentos à flor da pele, sensibilizados por aquela ilha desconhecida, a verdadeira autora do que tanto escrevemos nesse fim de semana.

Depois estive com o Terry no Faial e no Pico, participando e aprendendo em outras atividades do Fringe. Viaja comigo de regresso a Toronto a camiseta do Fringe, verde de letras amarelas: AZORES FRINGE FESTIVAL. É uma camiseta especial que cheira a ilha e a mar, que me faz lembrar do sorriso do Terry, que me faz pensar na sua energia, na sua capacidade dinâmica em conseguir mobilizar toda esta gente diferente e interessante que animam os Açores neste mês de Junho. O que esperam? Vamos ao Fringe!"
- Maria João Dodman, PhD, York University, Toronto, Canada
publicado no Milénio Stadium - Toronto, 17 de junho 2016

 
"Participar no Fringe é renovar a alma, dilatar o espírito, alargar horizontes! No fundo do meu ser, acredito que somos afortunados por termos podido partilhar os momentos mágicos que o festival nos proporcionou e que a ilha colocou à nossa disposição. Encetamos partilhas, vivenciamos experiências únicas; encetamos trocas de sorrisos e de abraços genuínos, vivenciamos letras, palavras e paixões. Ser Fringe é, também, isto: deixar-se contagiar pela presença dos outros. Obrigado grupo! Fomos ao Fringe. Somos Fringe. Vamos ao Fringe."
- Pedro Paulo Camara, Ginetes, São Miguel

 
"Como ser errante, filho inquieto do mundo, em busca da pedra angular que me trace o caminho, o II Encontro de Escritores Pedras Negras - Azores Fringe 2016, que tem como seu artificie, Terry Costa, foi para mim redentor, catártico, uma pulsão dos sentidos. Com um forte estímulo à criação, ao conhecimento e à aprendizagem, este encontro despertou em mim sentimentos como o de espanto, assombro, inocência e deslumbramento.

Fez-me descobrir uma casa, uma misteriosa ilha, embrenhada de terra, de condição humana, de fraternidade, onde a força vulcânica e o viço cósmico dos seus habitantes, me transfigurou. Não será esse o objectivo do Poeta?

Sendo ele a pedra, frágil e potente forma de pensar a vida, vindo do frenesim convulso das cidades, não terá ele próprio que afundar-se no espírito das coisas e passar a ser consciência de tudo?

Confesso que o Azores Fringe 2016 deixou-me uma profunda marca no meu estado de viver e que, muito secretamente, me faz formular a inquieta pergunta: terei ficado eu indelevelmente marcado pela sedutora e misteriosa lira da insularidade?"
- Tiago Alves da Costa, Corunha-Galiza

 
E, fazendo, vamos. Entre um ano passado e um ano presente sente-se o crescendo do trabalho, o brotar de experiências, um aumento de esperanças. Tudo se resume ao simples instante onde se envia um querer e um espelho se nos mostra. Começa-se a fazer parte de um mundo desejado. Um mundo que aspiramos ser inteiro. Um mundo sem um nome, sem uma cor, sem um tom nem uma imagem. Um mundo onde tudo é um completo tear, tão completo que não tem precisa de rótulo: é-o! E, fazendo, vamos. Uma ação aqui. Uma pessoa acolá. Uma manhã, tarde e noite. Uma madrugada. Todos os espaços entram na sintonia de um único acorde de vontades. Uma sinestesia de vida. Uma dança de sentimentos. Uma curta de vibrações. Uma risada de criança. Um acorde de olhares. Uma mão amiga. Um apoio constante. Uma base sem medida. No final, não existe tempo controlado, não existe a real sujeição ao já. "E, fazendo, vamos.
Senta-se à beira mar, em todo o mar que a vista alcança, e soletra-se a voz do pensamento. Expira-se a emoção da ocasião nos imaginários tremores do mais querer. E, num abraço ao sol, num alçar de pernas, numa subida pelos terrenos serpenteados, corrige-se a ansiedade intrínseca e sente-se a presença de existir.
E, fazendo, vamos.
Num só dia. Numa só semana. Numa só altura. E sem dias, nem semanas, nem alturas a existirem, cumpre-se o calor humano de levar os sonhos nossos às realidades dos outros.
E, fazendo, vamos ao Fringe!
- Carolina Cordeiro, publicado em 2015 no zine Fazendo
 

PROGRAMA EM CONSTRUÇÃO

Queremos o feedback dos participantes para desenvolver o programa do III Encontro Pedras Negras, 26 a 28 de Maio 2017 na ilha do Pico e enquadrado no festival internacional de artes, Azores Fringe.

sexta 26 com inicio pelas 16h PÚBLICO
Abertura da quinta edição do Azores Fringe Festival, Delegação do Pico da ALRAA;
Cidade do Vinho em Fotografia - percurso pela vila da Madalena;
Abertura da Exposição Coletiva Fringe, Câmara Municipal da Madalena

PÚBLICO: 18h30 Abertura do III Encontro Pedras Negras, Biblioteca da Madalena
- Escritores do Pico por Manuel Tomás
- Luis Filipe Borges e Destinos em Falta para o Passageiro Distraído

sábado 27
08h00 - Crítica Literária com Vamberto Freitas ao Pequeno Almoço - Hotel Caravelas (10? Pequeno Almoço Buffet)

09h00 às 19h00 - Autocarro providenciado com o apoio da Câmara Municipal de São Roque - ainda temos 10 lugares; Viagem pelas Pedras Negras, incluindo momentos de escrita, partilha e leitura na MiratecArts Galeria Costa com Terry Costa e no espaço etno-museológico, Adega A Rodilha, com o escritor José Carlos Costa. Outros tópicos a explorar no dia:

A natureza é literária? Será que se deixa levar por tudo quanto a literatura quer dela fazer? Vamos descobrir se há espaço para a representação textual em todo o espaço natural, ou se está confinada apenas alguns cenários. Liderado por Nuno Rafael Costa.

PÚBLICO: 15h00 - No Auditório do Museu dos Baleeiros: O Grito do Corpo por Camila Farge - apresentação teatral do livro; Escrevendo Teatro por Elaine Ávila; Viagens de F. Furtado; oportunidade de visitar o escritor Ermelindo Ávila (101 anos).

A Ilha da Pedras Negras, as gentes e vivências e o escritor Dias de Melo, imortalizada através da sua obra, do Pico para o mundo. Percursos do escritor ao voltar à sua Cabana do Pai Tomás no Alto da Rocha do Canto da Baía, na qual muitos das suas obras começavam e eram terminadas. Apresentação informal da Associação Dias de Melo por Patrícia Dias de Melo, Calheta de Nesquim.

Outras oportunidades de paragens (se o tempo permitir): Barro & Barro na Ribeirinha (sinergias e ideias que conectam com todas as artes) e Escola de Artesanato de Santo Amaro (celebraram 30 anos, um espaço único na região);

Escrevendo o Monólogo por Terry Costa e Carla Lima

PÚBLICO21h30 - Apresentando Novos Livros e Ideias, Livraria D. Dinis em São Roque do Pico
Na Casa do Homem Sem Voz (2016), Pedro Paulo Câmara
"Amor-Basalto" [2015], "Resta Saber se Vale a Pena. Uma translação Existencial" [2016], Nuno Rafael Costa
"O Predador de Sonhos" (2015), Tiago Paquete
"A Vida Num Poema" (2015), Ana Goulart
"Filhas da Terra" (2016), Helena Pereira
"Deixa-me Amar-te" (2015), Ruben Correia
"Sonho de Liberum" (2015), Susana Júdice
"Exaltação do Azul evocando Raul Brandão" (2014), José Efe
"Amor & Sophia" (2016), Amélia Sophia
"cousas do amor e da ilha" (2016), Nuno Cabral

PÚBLICO: 24h00 - Poemas Eróticos & Outras Palavras da Meia Noite, Cella Bar, Barca-Madalena

domingo 28
11h00 - Brunch com Letras "Vendo os Navios" - Atlântico Teahouse

13h00 - Conversa da Tarde liderado por Carolina Cordeiro; Variedade de publicações: há alguma que seja mais característica dos Açores? Se sim, porquê? Até que ponto a Internet altera/ou a escrita açoriana? Será que as letras regionais, ainda, na era da tecnologia e do conhecimento global, são condicionadas pelo isolamento da ilha? Se sim, de que modo? Como somos vistos pelo(s) outro(s) que vive e escreve num continente?

14h00 Prémio de Escrita MiratecArts; outras oportunidades; o progresso e futuro do encontro;

15h00 na Atlântico Teahouse >br>Venha conhecer o novo livro de José Carlos Costa "Paraíso Açórico" com apresentação da Professora Carla Silva.

16h00 Escrita à Sombra do Dragoeiro, Museu do Vinho

18h00 Encerramento do III Encontro Pedras Negras com partilha de nova escrita por participantes; Inauguração da Paim Bookhouse Gallery, Santa Luzia, Pico; B-B-Q Churrasco

PÚBLICO: Tributo a Leonard Cohen; Folga pela noite dentro...

notas de participantes

"Somos o resultado das nossas escolhas, dos nossos encontros e das pessoas que vamos conhecendo ao longo da vida. O Fringe tem tido o mérito de unir por laços de afeto pessoas com estilos muito diferentes que deixam uma pegada de qualidade por onde passam. Desta vez, nas Flores, ficou tatuada uma nova esperança graças à forma como fizemos os "nós" da nossa relação com as palavras, a natureza e o tempo. Obrigada a todos."
- Gabriela Silva, Junho 2016, Fazenda-Flores
"Caros amigos,

Nesta sessão da Assembleia Municipal da Madalena vou falar do Azores Fringe Festival.

Nos últimos quatro anos tem ocupado este festival um lugar muito especial no panorama cultural açoriano, cuja realização atribui ao Concelho da Madalena, ao nosso concelho, um papel de relevância e de centralidade.

A MiratecArts e de modo entusiasmado o seu Diretor Artístico, Terry Costa, tem conseguido movimentar os artistas e todos aqueles que nutrem pela arte um carinho que se reflete numa quantidade enorme de exposições como aquelas que estão patentes nos corredores dos Paços do Concelho da Madalena, no cinema, na literatura, na dança, no teatro, na música, na pintura, no artesanato, na fotografia, em tantas artes, palestras e conversas que nos fazem por a nossa terra nas bocas e no coração do mundo.

É bom viver este Festival Azores Fringe!

Os murais, as pinturas e os sorrisos de pedra são roteiros obrigatórios da nossa terra...

Quando sabemos que a parceria que o Município partilha neste evento tem certamente um custo, mas traz à nossa terra, um benefício incomensurável que se projecta na divulgação daquilo que é nosso, a arte das gentes que aqui vivem e das gentes que nos procuram, na propaganda do acolhimento que sabemos dar a quem nos visita, no encanto e nas maravilhas naturais e construídas que mostramos do concelho, da Ilha, dos Açores.

Nestes tempos o concelho da Madalena assume-se como a capital cultural da Região, promovendo a arte, levando e trazendo às Pedras Negras, fazendo encontro a partir daqui para todo o mundo, envolvendo todas as ilhas e, se calhar, todos os outros concelhos dos Açores, alguns Departamentos Governamentais e muitas, mesmo muitas parcerias.

É bom ter este conceito de valorização daquilo que nos pertence!

Por isso lanço aqui um desafio, o de participarmos, o de assistirmos e, sobretudo, o de vivermos este Azores Fringe Festival.

Eu farei por isso!"

- José Carlos Costa, 3 de junho 2016, Madalena-Pico

"Está a ser muito difícil voltar à banalidade da "vida real". Durante os quatro dias que estive no Encontro senti-me noutro mundo. Um mundo feliz onde pude ser eu própria, sem filtros, sem rótulos, repleto de gargalhadas, lágrimas, emoções, abraços, beijinhos e principalmente de partilhas e energia positiva. Nunca pensei encontrar um grupo de pessoas tão distintas e ao mesmo tempo tão maravilhosas e que me receberam de braços abertos e me fizeram sentir especial. Agradeço-vos do fundo do coração por tudo. Foi mágico!"
- Carla Lima, São Miguel
"Queria abraçar o tempo e apertá-lo junto ao peito, por onde ele não se me escorresse e onde o fosse perdendo, instante a instante. queria tê-lo comigo era pele extra do meu ser; era mais sangue e força do meu ventre; era mais ossos e fibras da minha existência. tê-lo comigo era dizer-vos, estamos ainda cá - lá. queria abraçar o tempo e fazê-lo meu parceiro nas viagens da inquieta neblina verdejante e nas sombras das vossas palavras. queria abraçar o tempo, preservá-lo na redoma do nosso respirar e mantê-lo a flutuar até à nossa indefinida eternidade. queria. quero. faço-o quando revejo as nossas trocas no sonho da minha realizada mente. queria. quero e tenho-o. queria, e quero mais. à nossa, meus companheiros de alma e de palavras sentidas. à nossa, meus caros irmãos nas idas flores das outras pedras negras. até breve, minhas inigualáveis de sentir. o encontro aproxima-se. pouco a pouco, a distância do nosso tempo encurtar-se. o nosso reencontro está mais perto do que ontem. o nosso reencontro está marcado!"
- Carolina Cordeiro, São Miguel
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